Se existe um museu no Rio que sempre tem boas exposições, com certeza é o MAM (Museu de Arte Moderna). Numa tarde tediosa de domingo resolvi passar por lá e batata: fiquei fascinada com três artistas de perfis completamente diferentes. Um foi o Carlos Vergara, brasileiro que eu já conhecia de outras primaveras. Reuniram cerca de 200 obras que percorrem seus cinquenta anos de carreira. Os outros dois são franceses: Gérard Fromanger, do movimento Nouvelle Figuration (tipo pop art, do Andy Warhol e quadro da Marilyn Monroe, sabe?) e Sophie Calle, que convidou mais de cem mulheres para interpretarem o email de rompimento do seu namorado.

Complicado dizer qual das três eu mais gostei, mas assumo que fui comprada pela do Fromanger, que dava posters de graça. Pena que terminou domingo passado, mas se você clicar aqui verá um site com artigo e entrevista muito interessantes. A parte ruim é que está em francês, mas vale a pena pelas imagens. Essa aqui está na parede do meu quarto agora:


Não precisa ser especialista para gostar e se identificar com a exposição da Sophie Calle, que adora tratar temas universais. O email do seu término de namoro passou pela mão de uma centena de mulheres completamente diferentes. O resultado certamente vai te arrancar sorrisos cúmplices, afinal quem nunca passou por uma relação mal resolvida?  São fotos, vídeos e quadros feitos por profissionais como uma jornalista, uma vidente, uma professora de primário, uma atiradora, uma juíza, uma adolescente, uma oficial de inteligência francesa, uma escritora de palavras curzadas, um consultora de etiqueta, uma designer gráfica e até mesmo um papagaio fêmea. Clicando aqui, dá para você ver as fotos das participantes, mas as obras, só indo ao MAM mesmo, até o dia 21 de fevereiro.

Last but not least, o mestre Carlos Vergara. Para os que nunca ouviram falar dele é uma chance única de conhecer de cara trabalhos de 1960 até os dias de hoje. Para os foliões, tem uma sala só com ilustrações de carnaval. Para os cinéfilos à la Avatar, tem peças em 3D. Há também gravuras, fotos, filmes e monotipias. Para o povo fora do Rio, fica a dica do site dele (http://www.carlosvergara.art.br/), que tem um acervo super organizado. Para visualizá-lo, basta fazer um cadastro gratuito. A exposição vai até 14 de março. Uma palhinha com dois exemplos bem diferentes:

Ainda não conferi, mas está rolando lá também uma mostra da Cooperativa de Trabalho Artesanal da Rocinha. Vale lembrar do acervo permanente de modernismo, que fica no 3º andar.

Serviço
Museu de Arte Moderna (MAM)
Av Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro RJ
T +55 (21) 2240 4944
Horário: ter – sex 12h – 18h sab – dom e feriados 12h – 19h
Preço: R$8 (inteira). R$ 4 (estudantes e idosos), Grátis para menores de 12anos e amigos do MAM. Aos domingos, o ingresso para a família toda custa apenas R$ 8 (para até 5 pessoas).
Para mais informações, acesse http://www.mamrio.org.br/

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  1. carla disse:

    Excelente o blog, Nat. Já pus no meu leitor de RSS, vou ler sempre!

  2. Adriane disse:

    ola!!!!!que legal!!parabens pelo blog;excelente iniciatica cultural!!!!!bjs!!!

  3. Eliza disse:

    Faz tempo que digo que essa idéia é mto boa!
    Vai virar visita indispensável antes de tomar decisões de lazer.
    bjsss

  4. Gustavo disse:

    Na verdade a Sophie Calle recebeu uma carta e não um email de rompimento.

  5. natassjaom disse:

    Gustavo, a mensagem foi recebida por email sim. Na entrada da exposição tem um texto explicando como tudo aconteceu e eles nos dão inclusive uma cópia do email e uma apostila com a tradução de todas as interpretações. Já que vc tocou no assunto, lá vão as palavras da própria Sophia Calle
    “No dia em que recebi esta carta de rompimento por e-mail, seu autor publicava um livro. O livro era dedicado a mim, ele me deixou no dia de sua publicação. No e-mail, o autor mencionava o título e assinava seu nome. A fim de que sua identidade não influenciasse as interpretações – só sete mulheres sabiam quem ele era – troquei seu nome por um X e o título do livro pela palavra “escritos”. Com o projeto encerrado, ele tomou conhecimento e, a seu pedido, restituí as iniciais de seu nome e de seu livro.” (Sophie Calle)

    Você pode ler o texto na íntegra no site do MAM: http://www.mamrio.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=211&Itemid=36

    Abs

  6. Liege disse:

    Grande iniciativa! Já sabia das exposições no MAM, mas me animei de ir conferir lendo sua dica na sexta a noite. Tinha marcado com um amigo na praia no sábado a tarde, mas sugeri mudarmos o programa e trocamos o sol e areia escaldantes pelo ar de montanha do museu. Valeu a pena por tudo.
    Já estou seguindo o blog.

  7. natassjaom disse:

    Puxa, sensacional! Imagina eu te privar de uma bela marquinha de biquini p/uma furada? Fico contente que vc também tenha gostado. Obrigada pela visita. Bjs

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