Não concordo plenamente com a forma de implantação das UPPs e me sentiria muito mal em ter policiais na minha portaria. Mas não sou contra esse projeto do Governo do Estado, só acho que deveria ser mais discutido com a população. De qualque forma, chegar em casa sem risco de tiroteios é um alívio para qualquer um.

O problema é de quem serão aquelas casas, já que a vida nas UPPs da zona sul está cada vez mais cara. Até a música está mais chique! Recebi hoje por email a programação de um festival de jazz aos sábados no Santa Marta, iniciativa da ONG Atitude Social. Como entusiasta do jazz, acho sensacional! Fico vibrando com o projeto e tenho certeza que vai ter muita gente subindo o morro para assistir também. E até mesmo para os músicos será enriquecedor, pois inclui nomes como Leo Gandelman e o Victor Biglione, mais acostumados a tocar nos grande palcos e para os públicos A e B. Só que me preocupa também uma perseguição tão grande ao funk, com diversas restrições nas UPPs, enquanto músicas de fora são bem vindas. Note bem, não tenho nenhuma crítica ao festival de jazz, acho uma maravilha. Mas tem que ter espaço e autorização para todos os estilos. Digo isso mesmo sem gostar de funk e adorar jazz.

Segue abaixo a programação:

ONG Atitude Social leva jazz aos sábados para o Santa Marta, de 9/10 a 6/11

Aproveito para convidar a todos para assistirem a apresentação da minha pesquisa “A Cobertura Midiática das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora)”, quinta (7/10), na Jornada de Iniciação Científica, Artística e Cultural da UFRJ. Será na sessão “Políticas Públicas 3”, junto com diversos trabalhos da área de 18h-21h. Grátis, na sala FE 214, no CFCH (Centro de Filosofia e Ciência Humanas), Campus da Praia Vermelha. Eu pesquisei sobre como a mídia hegemônica retratou o processo de pacificação do Santa Marta, com análise da cobertura do site O Globo. O intuito é contribuir aos estudos da análise crítica dos produtos da mídia hegemônica, uma das vertentes de pesquisa do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC), do qual fui bolsista. A UPP do Santa Marta tem repercutido internacionalmente, porém sua cobertura midiática ainda foi pouco explorada no universo acadêmico. É necessário mapear a pluralidade de vozes e fontes, sem entrar no mérito da eficácia do projeto do governo Estadual, mas sim na construção narrativa da notícia.

PS: Obrigada Pri Telles, pela dica do festival de jazz.

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